Eu entendo que a história não é construída sozinha. Tive o privilégio de conviver com vários mestres e, hoje, destaco um deles, que foi meu segundo professor de bateria no Conservatório Pernambucano de Música: o professor Maurício Chiappetta. Para quem não sabe, meu primeiro instrumento foi a bateria. Comecei a estudar com Geraldo Leite, que se aposentou, e, posteriormente, fui transferido para estudar com Maurício. Ele continua sendo um mestre importante na minha vida. Volta e meia, revisito, na memória, seus ensinamentos e volto a aprender com ele. Eu sempre o visitava no Conservatório e passava tardes conversando sobre música, experiências e conhecimentos. Esses encontros foram fundamentais para minha formação, não apenas como músico, mas também como pessoa. Maurício Chiappetta é um baterista e professor de música com uma importante trajetória na música instrumental brasileira. Iniciou sua carreira musical ainda jovem, atuando em grupos e conjuntos no Recife. Em 1966, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Beco das Garrafas, espaço ligado à Bossa Nova. Posteriormente, desenvolveu atividades profissionais na Europa, incluindo gravações na Itália. Ao longo de sua carreira, participou de trabalhos com diversos artistas e grupos, como Carlos Lyra, Cauby Peixoto, Francis Hime, Maestro Duda e a Orquestra Armorial. Também integrou o grupo Tritonis, dedicado à música instrumental e ao diálogo entre a música erudita e a música popular. No Conservatório Pernambucano de Música, atuou como professor de bateria por mais de 27 anos, contribuindo para a formação de músicos e para a transmissão de conhecimentos relacionados à prática instrumental. Sua trajetória reúne experiência artística, circulação internacional e educação musical, constituindo uma contribuição relevante para a história da música em Pernambuco. Para mim, entretanto, sua importância ultrapassa os registros de sua carreira: Maurício Chiappetta permanece como um mestre cujos ensinamentos continuam vivos em minha memória e em minha prática musical.
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